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Introdução às Normas

A Auditoria Interna é conduzida em diversos ambientes jurídicos e culturais; por organizações que variam em propósito, porte, complexidade e estrutura; e por pessoas dentro ou fora da organização. Visto que diferenças podem afetar a prática de auditoria interna em cada ambiente, a conformidade com as Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna do IIA (Normas) é essencial para o cumprimento das responsabilidades dos auditores internos e da atividade de auditoria interna.

 

Os propósitos das Normas são:

  1. Orientar a aderência aos elementos mandatórios da Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF).
  2. Fornecer um framewok para a execução e a promoção de um amplo espectro de serviços de auditoria interna de valor agregado.
  3. Estabelecer as bases para a avaliação do desempenho da auditoria interna.
  4. Promover a melhoria dos processos e operações das organizações.

 

As Normas formam um conjunto de requisitos mandatórios, baseados em princípios, que compreende:

  • Declarações dos requisitos fundamentais para a prática profissional de auditoria interna e para a avaliação da eficácia do desempenho, que são internacionalmente aplicáveis nos níveis organizacional e individual.
  • Interpretações que esclarecem termos ou conceitos contidos nas Normas.

As Normas, em conjunto com o Código de Ética, abrangem todos os elementos mandatórios da Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF); portanto, a conformidade com o Código de Ética e com as Normas demonstra a conformidade com todos os elementos mandatórios da Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF).

 

As Normas empregam termos especificamente definidos no Glossário. É necessário considerar os significados específicos do Glossário para entender e aplicar corretamente as Normas. Além disso, as Normas utilizam a palavra “deve” para especificar um requisito incondicional e a palavra “deveria” quando se espera que haja a conformidade a não ser que, ao aplicar o julgamento profissional, as circunstâncias justificam o desvio.

 

As Normas compreendem duas categorias principais: Normas de Atributos e Normas de Desempenho. As Normas de Atributos endereçam as características das organizações e dos indivíduos que exerçam auditoria interna. As Normas de Desempenho descrevem a natureza da auditoria interna e fornecem os critérios de qualidade mediante os quais o desempenho desses serviços pode ser avaliado. As Normas de Atributos e de Desempenho aplicam-se a todos os serviços de auditoria interna.

As Normas de Implantação expandem as Normas de Atributos e de Desempenho ao fornecer os requisitos aplicáveis aos serviços de avaliação (.A) ou de consultoria (.C).

 

Os serviços de avaliação implicam na avaliação objetiva da evidência pelo auditor interno, a fim de fornecer opiniões ou conclusões a respeito de uma entidade, operação, função, processo, sistema ou outros temas importantes. A natureza e o escopo de um trabalho de avaliação são determinados pelo auditor interno. Geralmente, três partes participam nos serviços de avaliação: (1) a pessoa ou o grupo diretamente envolvido com a entidade, operação, função, processo, sistema ou outro tema importante – o responsável pelo processo, (2) a pessoa ou grupo que efetua a avaliação – o auditor interno, (3) a pessoa ou grupo que utiliza a avaliação – o usuário.

 

Os serviços de consultoria são, por natureza, de assessoria e geralmente são realizados a partir da solicitação específica de um cliente do trabalho. A natureza e o escopo dos trabalhos de consultoria estão sujeitos a um acordo com o cliente do trabalho. Geralmente os serviços de consultoria envolvem duas partes: (1) a pessoa ou grupo que oferece a assessoria – o auditor interno, e (2) a pessoa ou grupo que busca e recebe a assessoria – o cliente do trabalho de auditoria. Ao realizar serviços de consultoria, o auditor interno deveria manter a objetividade e não assumir responsabilidades de gestão.

 

As Normas se aplicam a auditores internos individualmente e a atividade de auditoria interna. Todos os auditores internos são responsáveis pela conformidade com as normas relacionadas à objetividade, proficiência e zelo profissional devido individuais e com as normas que sejam relevantes para o desempenho das suas responsabilidades profissionais. Adicionalmente, os executivos-chefes de auditoria são responsáveis pela conformidade geral da atividade de auditoria interna com as Normas.

 

Se os auditores internos ou a atividade de auditoria interna estiverem proibidos por força de lei ou de regulamentações de seguir determinadas partes das Normas, é necessária a conformidade com todas as demais partes das Normas e a divulgação apropriada dessa situação.

Se as Normas forem usadas em conjunto com requisitos emitidos por outros órgãos competentes, as comunicações de auditoria interna também podem citar o uso de outros requisitos, conforme apropriado. Nesse caso, se a atividade de auditoria interna indicar a conformidade com as Normas e existirem inconsistências entre as Normas e outros requisitos, os auditores internos e a atividade de auditoria interna devem estar em conformidade com as Normas e podem estar em conformidade com outros requisitos, se tais requisitos forem mais restritivos.

 

A revisão e o desenvolvimento das Normas é um processo permanente. O Conselho Internacional de Normas de Auditoria Interna se empenha em extensa consulta e discussão antes de publicar as Normas. Isto inclui a solicitação de comentários do público de todas as partes do mundo através de um processo de exposição de minutas. Todas as minutas de exposição são postadas no website do IIA, assim como são distribuídas a todos os institutos afiliados ao IIA.

 

Sugestões e comentários em relação às Normas podem ser enviados para:

The Institute of Internal Auditors

Standards and Guidance

1035 Greenwood Blvd, Suite 401

Lake Mary, FL 32746 USA

E-mail: guidance@theiia.org   

 Web: www.globaliia.org

 

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