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5 coisas que a Auditoria Interna deve informar ao Comitê de Auditoria agora!

5 coisas que a Auditoria Interna deve informar ao Comitê de Auditoria agora!
08/09/2020



Enquanto navegamos no cenário de risco traiçoeiro que inclui uma pandemia global contínua, muito está sendo dito e escrito sobre se os auditores internos estão apoiando suas organizações. Tenho certeza de que estamos contribuindo com valor neste momento, mas também sei que nem sempre é evidente — isso porque muitos auditores internos não se sentem confortáveis em exaltar suas contribuições nas reuniões com o comitê de auditoria.

Nenhum relacionamento de um chefe executivo de auditoria (CAE) foi mais transformado no século XXI do que sua relação com o comitê de auditoria. De acordo com o Audit Executive Center do The IIA, 90% dos departamentos de auditoria interna da América do Norte em empresas de capital aberto reportam funcionalmente ao comitê de auditoria (e 80% no geral). E, em muitas empresas, o comitê de auditoria realiza uma sessão de discussão com o CAE em todas as reuniões. No entanto, muitas vezes, essas sessões executivas nada mais são do que uma breve troca de gentilezas, com os membros do comitê de auditoria fazendo perguntas "difíceis", como "você tem recursos suficientes?"

O sucesso do comitê de auditoria está vinculado à eficácia do departamento de auditoria interna. Consequentemente, os membros do comitê de auditoria devem ter total confiança na função de auditoria interna e no CAE. Isso só pode ser alcançado com um diálogo forte, contínuo e aberto entre o CAE e o comitê de auditoria.

Obviamente, o diálogo é uma via de mão dupla: é responsabilidade do CAE tanto quanto dos próprios membros do comitê. Mas ambas as partes devem estar dispostas a conduzir esse diálogo de uma forma que forneça evidências de que a auditoria interna está focada nos riscos certos — especialmente no ambiente do COVID-19.

Se nem o comitê de auditoria nem o CAE estiverem interessados em conversas consequentes ou provocativas, francamente, nenhuma ocorrerá. Porém, com tanto em jogo, desafio os CAEs a assumirem a liderança na discussão de como a auditoria interna está respondendo à pandemia.

Aqui estão cinco coisas que o CAE deve ser capaz de dizer ao comitê de auditoria agora — e garantir que os membros do comitê de auditoria ouçam.

  1. A auditoria interna alterou drasticamente sua cobertura, para tratar dos riscos apresentados pela crise financeira e de saúde do COVID-19. Pesquisas recentes do The IIA e de outras instituições confirmam que mudanças radicais foram feitas nos planos de auditoria interna no primeiro semestre de 2020. Quase 50% cancelaram alguns trabalhos de seu plano anual, na maioria dos casos substituindo-os por novos trabalhos para lidar com os riscos relacionados à pandemia. Embora os CAEs estejam provavelmente informando seus comitês de auditoria sobre as mudanças no plano, isso apresenta uma oportunidade única de explorar a lógica por trás dessas mudanças — incluindo se foram solicitadas pela gestão ou iniciadas pela auditoria interna.

 

  1. A auditoria interna está empregando uma metodologia contínua para avaliar os riscos e identificar os que apresentam as ameaças mais significantes à organização — antes que cheguem. Há anos, venho expondo a necessidade de auditar à velocidade do risco. A velocidade do risco nunca foi maior do que agora. O The IIA e a International Federation of Accountants (IFAC) recentemente emitiram em conjunto Six Recommendations for Audit Committees Operating in the “New Normal. A primeira recomendação é: “mantenha-se informado: os comitês de auditoria devem ter visão e compreensão claras das áreas de risco, e a auditoria interna deve apoiar isso, fornecendo avaliações de riscos tempestivas. Em um mundo pós-COVID, essas avaliações serão mais frequentes e possivelmente contínuas.”

O comitê de auditoria sentirá real conforto em saber que a auditoria interna está olhando além do horizonte na identificação de riscos para cobertura de auditoria. Para saber mais sobre esse tópico, consulte meu artigo de 2018 do blog: Internal Audit and Emerging Risks: From Hilltops to Desktops.

  1. A auditoria interna adaptou-se a um ambiente de trabalho remoto e nenhum risco principal está passando despercebido por não poder ser auditado pessoalmente. Diante da pandemia, muitos profissionais trabalharam remotamente. Os auditores internos não foram exceção. A adaptação a este ambiente requer uma mentalidade resiliente e transformadora. Um artigo recente do AuditBoard, Building Operational Resiliency, oferece cinco etapas críticas para a auditoria interna responder aos desafios relacionados à crise:
  • Reavalie a tecnologia capacitadora.
  • Reavalie as prioridades de negócios.
  • Aborde as incógnitas.
  • Planeje-se com foco na eficiência.
  • Aprenda com seus colegas.

 

  1. A auditoria interna continua a enfatizar a qualidade da auditoria, apesar dos obstáculos. Embora possa ser óbvio, a auditoria interna não deve diminuir seu compromisso com a qualidade ou com a conformidade com o International Professional Practices Framework (IPPF) do The IIA. A maioria dos departamentos de auditoria interna tem metodologias abrangentes e comprovadas para realizar auditorias internas. Em conformidade com a Norma 1300 do The IIA, os CAEs devem "manter um programa de avaliação e melhoria da qualidade que cubra todos os aspectos da atividade de auditoria interna". Quando as evidências não podem ser examinadas fisicamente por causa de um ambiente de trabalho remoto (como 25% dos entrevistados disseram em uma pesquisa recente reportada pela firma de contabilidade Frazier & Deeter), as políticas e procedimentos de auditoria interna devem ser atualizados, para garantir que uma base possa ser estabelecida para as conclusões de auditoria interna. Ao se comunicar com o comitê de auditoria, o CAE deve aproveitar a oportunidade de enfatizar o compromisso do departamento com a qualidade e as medidas tomadas no ambiente atual para garantir a precisão e a tempestividade das informações que fornece.

 

  1. Os impactos da pandemia serão sentidos até 2021. A auditoria interna já está avaliando os riscos e planejando a cobertura de auditoria. Por fim, a auditoria interna já deve estar focada nos principais riscos de 2021. Um diálogo contínuo com o comitê de auditoria não apenas garantirá que seus membros estejam bem informados, mas que suas perspectivas sejam consideradas. Este ano foi repleto de eventos disruptivos e inesperados. Embora ainda faltem meses para 2021, é provável que os principais riscos persistam ou se tornem mais graves. Esses riscos provavelmente incluem:

 

  • Saúde e segurança quanto ao COVID (de colaboradores e clientes).
  • Continuidade de negócios.
  • Instabilidade macroeconômica global.
  • Forte pressão quanto aos resultados financeiros.
  • Disrupção da cadeia de suprimentos.
  • Fraude cibernética.

 

Obviamente, há muito a assimilar a partir deste artigo. Os CAEs têm muito trabalho a fazer em 2020, e manter o comitê de auditoria informado de forma completa e atualizada deve ser sempre uma prioridade. Claro, chamei minha lista de "cinco coisas que o CAE deve informar ao comitê de auditoria agora". A lista indica claramente que essas são coisas que já estamos fazendo. Do contrário, você terá mais trabalho a fazer do que informar o comitê de auditoria.

Aguardo seus comentários.

Divulgação:

Richard F. Chambers, presidente e CEO do Global Institute of Internal Auditors, escreve artigos semanais para um blog da InternalAuditor.org sobre assuntos e tendências relevantes para a profissão de auditoria interna.

Este artigo foi reproduzido do InternalAuditor.org com permissão do Instituto de Auditores Internos, Inc. traduzido do inglês para o português.

                       

Tradução IIA Brasil

 

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