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Cuidado Para Não Auditar na Árvore Errada (Auditar o que não tem relevância)

Cuidado Para Não Auditar na Árvore Errada (Auditar o que não tem relevância)



Uma das coisas mais importantes que os auditores internos podem fazer para atender às expectativas das partes interessadas é garantir que as prioridades da auditoria interna estejam alinhadas com as do conselho e da Diretoria. Os riscos que tiram o sono das partes interessadas devem manter os auditores internos ocupados durante o dia.

Se isso parece bom senso, considere que, embora a pesquisa Public Company Governance de 2017-18 da National Association of Corporate Directors (NACD) liste mudanças significantes na indústria, a ruptura do modelo de negócios e tecnologias disruptivas como as tendências mais prováveis para o próximo ano, o North American Pulse of Internal Audit de 2018 constatou que apenas 45% dos chief audit executives consideram suas funções de auditoria interna muito ou extremamente ágeis – isto é, capazes de lidar de maneira rápida e eficiente com qualquer interferência que surja em seu caminho.

Se a sua função de auditoria interna é limitada pela sua capacidade de auditar apenas os riscos tradicionais, corre o risco de se tornar irrelevante ou de deixar passar os riscos novos ou emergentes que a sua organização enfrenta. Na minha terra, chamamos isso de "latir para a árvore errada". Se isso lhe soa familiar, é porque abordei o tópico em um artigo do blog de 2013.

O desalinhamento é natural durante os períodos de mudanças rápidas, e os avanços tecnológicos estão tornando comuns as mudanças rápidas. À medida que o ambiente à nossa volta muda à velocidade da luz, as funções de auditoria interna continuam a lidar com um dos períodos mais dramáticos de mudança na história da profissão. Os auditores internos estão sendo chamados para abordar riscos mais complexos, com menos recursos e sob um olhar ainda mais minucioso) Este é o cerne da advertência que venho fazendo nos últimos anos, de que as funções de auditoria interna devem aprender a auditar à velocidade do risco.

Para sobreviver e prosperar nesse ambiente, precisamos sair de nossas zonas de conforto e mergulhar em riscos tecnológicos complexos e no mundo mais qualitativo da cultura e da governança. Um diálogo sólido e contínuo com suas partes interessadas não apenas permitirá que você se concentre em suas prioridades, mas também solidificará suas relações com eles e ajudará a evitar algumas das armadilhas que discuti em meu artigo recente, "Cinco Sinais de que Seu Departamento de Auditoria Interna Está Perdendo o Apoio das Partes Interessadas".

E então, você está alinhado? Pergunte-se:

  • Com que frequência pergunto às partes interessadas sobre suas prioridades? A comunicação de mão com o chief executive e com o comitê de auditoria é fundamental.
  • Temos as habilidades certas na auditoria interna para atender a essas necessidades? Desenvolver e implantar uma estratégia robusta de gestão de talentos é fundamental.
  • Temos recursos suficientes? Depois que você souber o que precisa estar em foco e que tiver certeza de possuir as habilidades necessárias para prestar avaliação, você ainda precisa dos recursos necessários para garantir que você não seja desviado de seu foco.
  • A avaliação da eficácia dos controles internos estará sempre no cerne da missão da auditoria interna, mas precisamos expandir nossos horizontes e garantir que nossas metas, habilidades e recursos estejam alinhados com as demandas crescentes da Diretoria e dos comitês de auditoria.

A pesquisa Pulse of Internal Audit deste ano deu forte apoio e orientação para você preparar sua função de auditoria para atender as crescentes demandas das partes interessadas, por meio da agilidade, inovação, gestão de talentos e engajamento do conselho. Forneci uma visão detalhada desses tópicos em meu artigo, "Four Urgent Keys to Transforming Internal Audit," no início deste ano.

Esses recursos devem ser de grande valia para ajudá-lo com o "como" alinhar as prioridades de auditoria interna. Para o "o quê", eu diria que a melhor fonte será seu comitê de auditoria e Diretoria – eles sabem o que os mantém acordados à noite.

Você está auditando na árvore errada? Não há como saber sem perguntar.

Essa é a minha perspectiva. Tenho certeza de que a maioria de vocês está lidando com esse desafio nesse momento. Eu adoraria saber de vocês as formas pelas quais vocês chegaram ao alinhamento.

Richard Chambers

Divulgação:

Richard F. Chambers, presidente e CEO do Global Institute of Internal Auditors, escreve um blog semanal para o InternalAuditor.org sobre questões e tendências relevantes para a profissão de auditoria interna.

Tradução: IIA Brasil

Revisão Técnica da Tradução Jorgina Blanco,CCSA.

 

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