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NSC Total - CGU recupera mais de R$ 40 bilhões em seis anos, informa ministro Wagner Rosário

NSC Total - CGU recupera mais de R$ 40 bilhões em seis anos, informa ministro Wagner Rosário
17/09/2019



Por Estela Benetti

Ministro da CGU, Wagner Rosário (Foto: Lucas Ninno, Divulgação)

As principais ações para recuperação de recursos federais desenvolvidas pela Controladoria-Geral da União (CGU), especialmente com o uso de inteligência artificial e incluindo os acordos de leniência, recuperaram aos cofres públicos R$ 41,7 bilhões nos últimos seis anos. As informações são do ministro-chefe da CGU, Wagner Rosário, que fez palestra sobre os trabalhos da pasta no 39º Congresso Brasileiro de Auditoria (Conbrai 2019), nesta terça-feira, em Florianópolis. O evento, que tem como tema central a Vanguarda Tecnológica com uso de inteligência artificial e auditoria 4.0, abriu ontem e se encerra hoje.

— Nos últimos seis anos, entre corrupção e má gestão - é difícil separar isso - conseguimos uma economia de R$ 29,8 bilhões, para um órgão de custa R$ 1 bilhão por ano. No ano passado, batemos R$ 7 bilhões – disse Wagner Rosário.

Além disso, existem os acordos de leniência que nos últimos dois anos somaram R$ 11,15 bilhões e o novo trabalho com o uso de inteligência artificial (um algoritmo) que impediu fraudes de R$ 812 milhões este ano em processos de licitação de obras e serviços públicos.

Conforme o ministro, entre os trabalhos da CGU, o que dá mais retorno em recursos para os cofres da União é o combate a irregularidades nos benefícios sociais e previdenciários. Ele explica que essas estão entre as maiores despesas do governo e é possível recuperar valores maiores. Nesses casos, são usadas análises nas trilhas de pessoal. São 94 trilhas de inteligência artificial que rodam todos os meses para ver se encontram irregularidades. Quando encontram, elas informam aos servidores para buscar o recurso ou para barrar o pagamento.

Wagner Rosário explica que a CGU trabalha com dois grandes objetivos: apoio à governança e a gestão; e combate e prevenção da corrupção. Nesse aspecto da prevenção, o órgão desenvolve programa de integridade junto a empresas privadas.

Quanto às críticas de que os acordos de leniência têm sido muito favoráveis aos empresários, às pessoas que praticam irregularidades, Wagner Rosário discorda.

— Eu acho que essas pessoas falam com desconhecimento do processo. O acordo não beneficia o empresário, beneficia a empresa. Os CPFs não são beneficiados, vão responder penalmente. A empresa responde administrativa e civilmente. A gente gera alguns benefícios fruto da colaboração dela. O brasileiro gosta muito de comparar, mas não compara com as melhorias da vida dele e sim com o mundo ideal, que não existe. As ações da AGU que tratam da recuperação de ativos, quando muito atingiam (no passado) de 10% a 15% do valor previsto. Hoje, atingimos 70% desses valores – comparou ele.

Conforme o ministro, os acordos de leniência visam manter a continuidade da empresa porque as fraudes são cometidas pelas pessoas e as empresas são importantes para a economia e a sociedade.

 

Notícia publicada no site NSC Total

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