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Auditoria Interna: um trunfo para empresas familiares e seus legados

Auditoria Interna: um trunfo para empresas familiares e seus legados
19/06/2020



O assunto não é novo, mas se revigora a cada momento, especialmente quando as transformações dos comportamentos humanos se tornam mais latentes globalmente, incluindo situações não necessariamente de origens econômicas, como pandemias, catástrofes naturais e outras condições adversas, muitas vezes não previstas numa matriz de riscos corporativa. O sucesso e perenidade de empresas passam por um contínuo processo de análise detalhada de suas metas, objetivos e padrões de gestão, levando-se em conta suas aspirações e de seus dirigentes ao passar dos anos e gerações, tendo a Auditoria Interna papel relevante nas empresas, passando a ser um instrumento corporativo fundamental, notadamente daquelas de controles familiares.

Aliás, estudos recentes, como o relatório “Desafios e oportunidades de empresas familiares 2020” (Deloitte), apresentam um panorama amplo das empresas com essas características e indicam que poucas conseguem perdurar após eventuais 3ª ou 4ª gerações sucessivas. Com isso, ainda que consideremos que a expressão “família” nos remeta a valores em comum como “apoio”, “união” e “força” , todavia, infelizmente, não há como negar que, ao longo do tempo, “família” também denota algo ligado a “conflitos”, “dramas” e “cisões”, quando se tratam de negócios e sucessões.

Como blindar essas organizações empresariais tão essenciais é um tanto desafiador, especialmente na temática governança corporativa, pelas influências familiares sobre a condução dos negócios, além dos potenciais conflitos entre executivos indicados. Agrava-se, ainda quando ocorrem desavenças na gestão entre parentes, sentimentos envolvidos, sucessão de lideranças e transições de gerações. Como consequência de desalinhamentos de metas, desejos e visões, em meio a outras variantes, que, entre a própria instituição e seus diversos membros com poder decisório, podem levar empresas de sucesso ao desaparecimento.

Para tanto, a atuação da auditoria interna como órgão de governança numa empresa familiar, a despeito da atmosfera que eventualmente possa limitar seu desempenho, estando reportado ao Comitê de Auditoria e ou ao Conselho de Administração, a torna capaz e legitimada a preservar sua independência no cumprimento de suas atribuições, além de fortalecer-se dos conceitos e práticas  que se preceitua na “International Professional Practices Framework IPPF” elaborado pelo “The Institute Internal Auditors”, que norteia as práticas profissionais de Auditoria Interna, dentre as quais podemos citar:

 

  • Avaliar a adequação, eficiência e eficácia dos sistemas de controles internos;
  • Verificar o cumprimento das áreas empresárias quanto a planos, metas e objetivos;
  • Atuar com abordagem sistemática baseada em riscos empresariais;
  • Demonstrar integridade, competência, confidencialidade, ética e zelo profissional;
  • Estimular o estabelecimento de modelos de gestão que mitiguem conflitos internos como separação das condições empresariais e familiares, profissionalismo na gestão, em especialmente no processo de sucessão;
  • Ser agente de estímulo ao contínuo aprimoramento dos sistemas tecnológicos nos processos de gestão e controle;
  • Entre outros.

 

Por oportuno, a Auditoria Interna, como órgão de governança, deve incorporar em suas ações nas empresas familiares o propósito de incentivar a profissionalização de cargos-chave, criando processos dinâmicos, entre outros, de tal modo a alinhar-se às boas práticas de governança corporativa e sustentabilidade. Os avanços tecnológicos, as inovações de modelos de gestão, aprimoramentos das técnicas de controles internos, as mudanças comportamentais de pensamento e de consumo, bem como os novos paradigmas da globalização, devem moldar as estratégias empresariais, mormente aquelas de origem de controle acionário familiar, quanto ao plano de negócios na intenção da continuidade e a perenidade.

Por fim, a Auditoria Interna tem o papel de sensibilizar e influenciar os gestores às mudanças e evoluções, avaliando e manifestando-se de forma independente, crítica e precisa quanto a atos de governança, de tal sorte que as sociedades familiares, a despeito de questões eventualmente personalistas, consigam perdurar ao longo dos tempos com geração de negócios e oportunidades comerciais.

 

Marcos de Mendonça Peccin

Diretor de Treinamentos e Eventos

IIA Brasil

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